Moda Artsy

A Louis Vuitton completa 20 anos no Brasil, desde a inauguração de sua primeira loja na Rua Haddock Lobo, em São Paulo. Para celebrar a data, a grife francesa convidou o artista plástico brasileiro Vik Muniz para criar uma peça de desejo com coté artsy.

O resultado não poderia ter sido mais bacana: um lenço lindo, que será vendido apenas no Brasil.

Individuals – Pictures of People, 2009

De cara, Vik começou fazendo o que ele mais gosta: uma foto! O trabalho foi feito com os estudantes da ONG de Gringo Cardia, a Spetaculu (lembra que já falamos sobre essa tão importante parceira?).

Aliás, você já está concorrendo à linda camiseta Raia de Goeye com inspiração no trabalho de Vik, fruto de uma parceria com Lancôme? Hoje é o último dia da promoção: não deixe de participar aqui. Você vai gostar!

Voltando à história da parceria entre Vuitton e Vik, a ideia foi utilizar todo o talento do artista para produzir trabalhos através dos olhos de jovens carentes do Rio. Daí, olha que bacana, os estudantes da Spetaculu produzirão obras audiovisuais a partir desta foto inaugural. Para isso, durante um ano, eles farão um curso de fotografia junto à ONG, tudo com o apoio da Vuitton.

Quer saber mais? Aguarde as próximas cenas, pois em comemoração aos 50 anos de Brasília, a Vuitton abrirá nova loja na Capital Federal, dia 27 de março, com apresentação da obra audiovisual de Vik Muniz.

Por lá, o lenço de seda (foto abaixo), estampado com o monograma da marca francesa estilizado a partir da fotografia dos jovens agrupados (foto acima), será vendido em primeiríssima mão (depois, estará disponível em todas as lojas do País). Mais objeto de desejo, impossível.

lenço by Vik Muniz

Enquanto aguarda as novidades, você pode ler o nosso post da semana passada, mandar seu comentário e concorrer à tal camiseta da Raia de Goye com estampa de Vik Muniz. Vamos fazer sempre a nossa parte para vivermos em um mundo melhor! Boa sorte!

Arte fundamental

Gordon Matta-Clark Splitting: Four Corners 1974

Gordon Matta-Clark Splitting: Four Corners (detail) 1974

Você já deve ter cortado uma maçã ao meio, em duas partes. Ou, então, uma pêra, uma laranja, um pão…

Mas já imaginou cortar uma casa ao meio? Sim, uma casa de verdade, com dois andares, quartos, banheiros, sala e cozinha. Para que?

Pois é, foi justamente para fazer arte e provocar pensamento que um artista (extraordinário, diga-se de passagem) cortou uma casa ao meio. Ele se chama Gordon Matta-Clark – já ouviu falar?

Se você conhece, talvez tenha ido ao MAM-SP visitar a retrospectiva de seu trabalho. Se não foi, ou não o conhece, corre para lá.

Trata-se de um dos artistas mais importantes da arte contemporânea americana dos anos 70. Seus trabalhos são impactantes, com enorme dimensão física e conceitual.

Matta-Clark foi um dos principais artistas a trabalhar questões como arquitetura e urbanismo, e nossas relações com as cidades Seus pensamentos são superimportantes hoje em dia, pois envolvem as possibilidades nas cidades grandes e nas áreas de abandono e pobreza. Vale lembrar que a Nova York dos anos 70 era um bocado abandonada, suja e violenta. Foi, portanto, neste contexto, que o artista produziu trabalhos sobre o desperdício, a produção de lixo e as desapropriações.

Gordon Matta-Clark Wallspaper Installation 1973

Hoje, vivemos uma enorme preocupação com o desenvolvimento sustentável, as políticas ambientais e os problemas habitacionais. Matta-Clark já oferecia algumas resposta nos anos 70. Coisa de visionário, enfim.

É  imperdível – e fundamental. A exposição é bastante completa, com seus vídeos, fotos, projetos e desenhos. Tudo muito bem organizado pelas curadoras Gabriela Rangel e Tatiana Cuevas. Vale a pena olhar tudo isso de cabeça aberta. Artistas como ele podem nos ensinar muito – de verdade.

Gordon Matta-Clark Window Blowout 1976

A beleza é de verdade?

Vasya 2

Você se imagina em frente a uma fotografia e não reconhecer se ali há uma pessoa ou um boneco; se há maquiagem ou trata-se de uma imagem manipulada digitalmente; se aquela presença é humana; se está viva? Pois conheça o trabalho do fotógrafo russo Oleg Udo.

Aos 25 anos, Udo começou a fotografar em 2005, para ampliar suas possibilidades na carreira de designer. Pronto, tornou-se artista e começou a pensar como tal. O trabalho Naked Faces é altamente provocador, sobretudo para quem gosta de pensar a relação entre o universo individual e o comportamento social. Seu objetivo é fazer o espectador (a gente!) reagir de qualquer forma, seja por medo e confusão, seja por beleza e emoção.

Vasya

O detalhe curioso é que suas técnicas são um bocado semelhantes às da maquiagem. “A ausência de individualidade nas fotos é representada na retirada das sobrancelhas e dos cílios, e de uma pele muito lisa”, conta Udo, que se declara profundamente inspirado pelas estéticas da moda e do surrealismo.

Bacana, não?  Mande seus comentários. Adoramos!

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