Homenagem a Mario Testino

 

Hoje é um dia muito especial para o fotógrafo mais querido por Lancôme. Dono dos cliques mais poderosos, ele é um dos nomes mais reconhecidos do mundo da fotografia de moda. A edição de aniversário de 36 anos da Vogue Brasil, por exemplo, dedicou mais de 60 páginas a um super editorial, fotografado por ele – Mario Testino, com a top Kate Moss e várias personalidades brasileiras. Além dessas páginas, mais outras tantas foram dedicadas ao próprio, com homenagens e dedicatórias de amigos do fotógrafo peruano mais aclamado do mundo.

E as homenagens não param por aí. Hoje o Museo del Barrio, em Nova Iorque, fará um baile de gala em homenagem aos 30 anos de carreira de Mario Testino. Merecidíssimo! Mario representa também um grande nome para a comunidade latina e faz questão de sempre ressaltar sua origens. Parabéns, Mario Testino! Continue reading

Relicário

Flor Morrendo_1998

Que a gente adora o Vik Muniz não é segredo nenhum. Lembram das camisetas do nosso sorteio? A boa nova é pra quem está em São Paulo e também é fã do artista plástico brasileiro.

Foi inaugurada ontem a exposição Relicário, no Instituto Tomie Ohtake. A partir de hoje a mostra que reúne trinta objetos é aberta ao público. Essa é a sua chance de conhecer alguns trabalhos do começo da carreira do Vik, de 20 anos atras.

“Interessa-me espaços onde a lógica e o senso comum falham, criando oportunidade ao público para novas experiências” – Vik Muniz

Louise é para sempre

Deixamos aqui nossa homenagem à artista visual franco-americana Louise Bourgeois, que faleceu ontem. Ela sempre nos ofereceu um doce universo, onde seu trabalho mostrava fantasia e beleza. Sua obra começou permeando o surrealismo e evoluiu junto à arte do século 20. Suas esculturas de madeira e metal, sempre em formas orgânicas, tratam de temas ligados à sexualidade. Maternidade, reprodução e proteção formavam sua poesia, sempre muito feminina e delicada.

No MAM, em São Paulo, fica exposta uma de suas enormes aranhas

A “nossa” verdade

Há oportunidades na vida que não acontecem duas vezes, sabemos bem disso, não é mesmo? Em Paris, atualmente, é possível a gente se deparar com uma delas: a última montagem do artista francês Christian Boltanski, no programa Monumenta 2010, com curadoria de Catherine Grenier, no Grand Palais.

Trata-se de um site-specifc (leia-se uma instalação visual e sonora bastante impactante) chamado Personne (em Português significa “pessoa” ou “ninguém”).

O tempo e a memória são as bases do trabalho. Há um monte de roupas organizados em quarteirões, como os de um cemitério (ui!). O som é de batimento cardíaco, que funciona como símbolo de vida (e cria indefinição no nosso inconsciente). Ali, o espectador é obrigado a lidar com imagens de memórias desconhecidas (as roupas); e é justamente aí que dá certo a conexão entre a pessoa e os objetos em exibição, entendeu? É poderoso.

“A arte representa uma mentira que revela uma verdade, não uma verdade pessoal, mas uma verdade geral exemplar. Não é a verdade do ‘eu’, mas a essencial verdade do ‘nós’ “, citação da dobradinha artista-curadora Boltanski e Grenier.

Assista ao vídeo – vale cada segundo.

Inspiração em forma de murais

cartaz da mostra

Já ouviu falar sobre muralismo? Na Fundação Joan Miró está em cartaz a mostra Murals – vale a pena reservar um tempo para navegar pelo site!

A exposição é dedicada à retomada da pintura de parede – e, atenção, não se trata de grafite, não. Por lá, estão expostos muralistas do mundo inteiro: da África, Europa, México, Estados Unidos… As obras são lindas individualmente, porém o conjunto da mostra é uma overdose de inspiração, sobretudo nas incríveis combinações de cores.

No Brasil, há muitos murais feitos por artistas consagrados como Portinari e Athos Bulcão. Niemeyer (e seus arquitetos contemporâneos) sempre adorou enormes murais, presentes em vários de seus projetos. Internacionalmente, o mais famoso muralista talvez seja Diego Rivera, marido de Frida Kahlo.

Coopérative Féminine de Djajibiné Gandega "Djida" (Mauritânia)

capa do catálogo da exposição

E, claro, se você estiver por Barcelona, não deixe de dar uma olhada. A Fundação com os trabalhos de Miró super vale a visita. Não perca, pelo menos pela internet!

Assista ao vídeo sobre a exposição e fique com água na boca. Ainda bem que temos a internet!

Moda Artsy

A Louis Vuitton completa 20 anos no Brasil, desde a inauguração de sua primeira loja na Rua Haddock Lobo, em São Paulo. Para celebrar a data, a grife francesa convidou o artista plástico brasileiro Vik Muniz para criar uma peça de desejo com coté artsy.

O resultado não poderia ter sido mais bacana: um lenço lindo, que será vendido apenas no Brasil.

Individuals – Pictures of People, 2009

De cara, Vik começou fazendo o que ele mais gosta: uma foto! O trabalho foi feito com os estudantes da ONG de Gringo Cardia, a Spetaculu (lembra que já falamos sobre essa tão importante parceira?).

Aliás, você já está concorrendo à linda camiseta Raia de Goeye com inspiração no trabalho de Vik, fruto de uma parceria com Lancôme? Hoje é o último dia da promoção: não deixe de participar aqui. Você vai gostar!

Voltando à história da parceria entre Vuitton e Vik, a ideia foi utilizar todo o talento do artista para produzir trabalhos através dos olhos de jovens carentes do Rio. Daí, olha que bacana, os estudantes da Spetaculu produzirão obras audiovisuais a partir desta foto inaugural. Para isso, durante um ano, eles farão um curso de fotografia junto à ONG, tudo com o apoio da Vuitton.

Quer saber mais? Aguarde as próximas cenas, pois em comemoração aos 50 anos de Brasília, a Vuitton abrirá nova loja na Capital Federal, dia 27 de março, com apresentação da obra audiovisual de Vik Muniz.

Por lá, o lenço de seda (foto abaixo), estampado com o monograma da marca francesa estilizado a partir da fotografia dos jovens agrupados (foto acima), será vendido em primeiríssima mão (depois, estará disponível em todas as lojas do País). Mais objeto de desejo, impossível.

lenço by Vik Muniz

Enquanto aguarda as novidades, você pode ler o nosso post da semana passada, mandar seu comentário e concorrer à tal camiseta da Raia de Goye com estampa de Vik Muniz. Vamos fazer sempre a nossa parte para vivermos em um mundo melhor! Boa sorte!

Arte fundamental

Gordon Matta-Clark Splitting: Four Corners 1974

Gordon Matta-Clark Splitting: Four Corners (detail) 1974

Você já deve ter cortado uma maçã ao meio, em duas partes. Ou, então, uma pêra, uma laranja, um pão…

Mas já imaginou cortar uma casa ao meio? Sim, uma casa de verdade, com dois andares, quartos, banheiros, sala e cozinha. Para que?

Pois é, foi justamente para fazer arte e provocar pensamento que um artista (extraordinário, diga-se de passagem) cortou uma casa ao meio. Ele se chama Gordon Matta-Clark – já ouviu falar?

Se você conhece, talvez tenha ido ao MAM-SP visitar a retrospectiva de seu trabalho. Se não foi, ou não o conhece, corre para lá.

Trata-se de um dos artistas mais importantes da arte contemporânea americana dos anos 70. Seus trabalhos são impactantes, com enorme dimensão física e conceitual.

Matta-Clark foi um dos principais artistas a trabalhar questões como arquitetura e urbanismo, e nossas relações com as cidades Seus pensamentos são superimportantes hoje em dia, pois envolvem as possibilidades nas cidades grandes e nas áreas de abandono e pobreza. Vale lembrar que a Nova York dos anos 70 era um bocado abandonada, suja e violenta. Foi, portanto, neste contexto, que o artista produziu trabalhos sobre o desperdício, a produção de lixo e as desapropriações.

Gordon Matta-Clark Wallspaper Installation 1973

Hoje, vivemos uma enorme preocupação com o desenvolvimento sustentável, as políticas ambientais e os problemas habitacionais. Matta-Clark já oferecia algumas resposta nos anos 70. Coisa de visionário, enfim.

É  imperdível – e fundamental. A exposição é bastante completa, com seus vídeos, fotos, projetos e desenhos. Tudo muito bem organizado pelas curadoras Gabriela Rangel e Tatiana Cuevas. Vale a pena olhar tudo isso de cabeça aberta. Artistas como ele podem nos ensinar muito – de verdade.

Gordon Matta-Clark Window Blowout 1976